Uma outra visão sobre o perdão

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O que você sente quando fala a frase “EU TE PERDOO”. Pare uns segundos e repita em voz alta “eu te perdoo”, e sinta.

Seja sincero.. Você por acaso se sente grande? Em uma posição de superioridade? Afinal, você acabou de liberar o outro da sua mágoa. Então você está com poder.
Isso, na visão sistêmica, mexemos com a lei da hierarquia, onde acabamos saindo do nosso lugar.
A realidade é que sempre fazemos as coisas por amor. Por mais difícil que possa parecer, será por amor, por benefício a alguém, ou pelo sistema. Muita gente não vai concordar (e tudo bem) mas até abandonar um filho, no fundo, é por amor.

Claro que muitas coisas doem. Nossa criança interior não aceita ser rejeitada ou contrariada.

Mas o fato é que quando perdoamos, estamos julgando a atitude do outro. Achamos que sabemos qual a melhor atitude a ser tomada. E quando achamos que sabemos o que é melhor nos elevamos, nos tornamos maiores.

Claro que tem casos complicados mesmo, como um pai que abusou da filha, por exemplo. Mas vamos focar em situações mais corriqueiras.
Não estou falando que temos que concordar com os atos, mesmo na situação do pai com a filha, tem uma forma sistêmica para olhar isso, uma dor no sistema desse pai. Uma lealdade, talvez.

Então, ao meu ver, melhor do que perdoar, é aceitar o outro como ele é.

Tá, realmente, ás vezes é difícil aceitar. E pode não aceitar, mas respeitar. Aceitar o outro como é ele, não te obriga a conviver com ele.
Perdoar pai e mãe mesmo, não existe na minha cabeça. Olha a pessoa saindo completamente do lugar de filha e julgando quem deu a vida a ela. Se elevando aos pais.

E fica a critério do seu livre arbítrio, conviver ou não com essa pessoa.
Você PODE aceitar/respeitar e decidir NÂO conviver, e tá tudo bem.

Isso vale para você se perdoar também, não seja rude com a pessoa mais importante da sua vida.

Qual sua opinião sobre isso? Faz sentido pra você?

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