Lua de Mel com a minha mãe – Filme

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Filme mostrando a dinâmica do clássico filhinho da mamãe.

A história de José Luis que foi abandonado no altar e para não perder o seu pacote de lua de mel leva a sua mãe.
A mãe tem uma mágoa do marido, pois ele prometeu uma viagem de lua de mel e esta nunca foi feita.

Arquetipicamente falando, mostra o complexo de Édipo: filho que mata o pai para se casar com a mãe.
Claramente o protagonista ocupa o lugar do seu pai.

Além de mostrar uma dependência em relacionamentos por não saber estar sozinho e várias outras dinâmicas clássicas desse perfil, quero chamar atenção para outra parte mais importante: A reconexão com a mãe.

Mari Carmem é uma mãe bem invasiva e com isso José Luís se incomoda com tudo o que ela faz. Inclusive com a forma que ela se comporta com situações em que o filho não está.

Mas ao longo da trama ele vai conhecendo melhor a mãe e aprende a respeitá-la como ela é.
Todas aquelas reclamações viram admiração.

E mesmo ela sendo uma mãe invasiva, a todo momento ela mantém a postura de autoridade não deixando o filho interferir nas suas questões.

A cena que eu mais gostei é quando eles fazem uma brincadeira de perguntas e respostas, e ali ele percebe o quanto a mãe dele conhece ele, e o quanto ele não conhece nada da sua mãe.

Isso mostra que nossos pais tem toda uma vida antes de nós nascermos. Que passaram e superaram muitas situações para chegar até aqui. E mesmo assim muitas pessoas os tratam como incapazes, pena, ou qualquer outro tipo de sentimento e julgamento por não conhecer a história ou ACHAR que conhece.

Apesar do filme ser bem clichê, eu recomendo pelas lições sistêmicas, que são muitas, e não caberia escrever tantas aqui 😅

Você já assistiu?
Qual a sua parte preferida? Quais lições esse filme deixou pra você?

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